Sugestão de Leitura
Branding x Marketing
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Google cria "Sidewiki"
Marketing Ambiental agrega valor ao produto
O que é Pantone?
O Pantone, ao contrário do que muitos pensam, na verdade é uma empresa e não marca de tinta. Fundada em 1962 em New Jersey, Estados Unidos, a Pantone Inc. é famosa pela “Escala de Cores Pantone” (”Pantone Matching System” ou PMS), um sistema de cor utilizado em uma variedade de indústrias especialmente a indústria gráfica, além de ocasionalmente na indústria têxtil, de tintas e plásticos.
Enquanto o processo CMYK é o método padrão para impressão da maioria dos materiais do mundo, o sistema Pantone é baseado em uma mistura específica de pigmentos para se criar novas cores. O sistema Pantone também permite que cores especiais sejam impressas, tais como as cores metálicas e fluorescentes.

Enquanto que a maior parte das cores do sistema Pantone esteja além da gama de cores reproduzíveis pelo CMYK, as que podem ser simuladas pelo sistema de quatro cores (CMYK) são marcadas como tais nas guias da empresa.
São basicamente dois os tipos de produtos desenvolvidos pela empresa, sem contarmos os softwares e equipamentos: os leques ou escalas e as amostras destacáveis. Os leques/escalas são guias de referência rápida que trazem o número da cor e como obtê-la, tendo como grande diferencial sua portabilidade e fácil manuseio. Já as amostras destacáveis são derivadas destas escalas e tem por objetivo a comunicação precisa e inequívoca da cor bem como a montagem da identificação visual da empresa/cliente.
É importante lembrar que estes produtos, além de serem guias práticos para formulação e obtenção de cores também são utilizados, na grande maioria das vezes, como referência em áreas anexas e correlatas a outras que a utilização de forma direta. Uma vez de posse da escala e do número que seu cliente especifica, o fornecedor pode identificar corretamente a cor desejada e desenvolver mecanismos para obtê-la.
Entretanto, muitas vezes o processo ocorre de forma equivocada e inversa, onde o usuário desenvolve seu trabalho no computador e lá escolhe a cor desejada, sem levar em conta que, o que está sendo visualizado são luzes cuja gama de possibilidade é infinitamente maior do que as possibilidades de impressão gráfica. Muitas vezes, com seus monitores e impressoras descalibrados, ao apresentar e vender sua idéia ao cliente mostrando-a no monitor ou impressa através destas impressoras, estes profissionais irão se deparar com um resultado nada agradável, pois irão se utilizar da numeração Pantone obtida no software usado, da referência do monitor ou impressora descalibrados, e de gráficas que muitas vezes não utilizam tintas de qualidade para imprimir seus trabalhos. O final da história todos conhecemos: insatisfação geral – trabalhos devolvidos, prejuízos para todos e adjetivos ou qualificações desfavoráveis. Para uma correta utilização dos produtos Pantone, tanto criadores, gráficos, designers, engenheiros de produtos e outros, devem primeiramente escolher a cor que desejam em suas escalas atualizadas. Uma vez escolhida, a cor deve ser aplicada e tratada independente do resultado visualizado na tela ou na impressora de “escritório”. Ao se mandar o trabalho para o fotolito ou diretamente para a gráfica, informe a cor utilizada ou os valores CMYK que deseja obter como resultado.
Uma cor Pantone pode ser facilmente identificado usando-se um
Publicidade online tem maior impacto pela manhã
As peças criadas em formato de vídeo são as que mais repercutem, chegando a conquistar 70 segundos da atenção do usuário. O estudo analisou amostra de 42 bilhões de interações em todo o mundo, entre setembro de 2008 e março deste ano.
A informação é da coluna Em Pauta, publicada na edição 1376 de Meio & Mensagem, que circula com data de 14 de setembro de 2009.
Para Pensar
O futuro da propaganda envolve um mix de mídias
Logomarca? Porque sim e porque não
A definição de uma terminologia oficial no design, independente do uso popular, reflete o amadurecimento da profissão. O importante é existir um significado único claro para todos.
Em onze anos de atuação em design de marcas, vi todo tipo de argumento pró e contra o termo “logomarca”. Este artigo não pretende colocar um ponto final no assunto, nem levantar mais uma bandeira, mas sim para jogar um pouco de luz na discussão.
Para tanto, selecionei alguns dos argumentos mais comuns utilizados em ambos os lados para avançar a discussão.
1. “Logomarca não existe, é coisa de publicitário”
Durante as aulas de programação do curso da FAUUSP, no 3o ano, pela primeira vez ouvi um professor afirmando que “logomarca” era “coisa de publicitário” e um termo equivocado que, até então, eu como muitos alunos, utilizávamos.
Vi esta situação ocorrer em diferentes momentos, de mesas de bares, a fóruns na internet, muitas vezes com uma grande dose de preconceito. O próprio glossário da ADG reconhece o termo como existente, porém afirmando que é de uso publicitário.
No entanto, importar richas antigas de reserva de mercado para esta discussão não ajuda em nada. O uso de um termo simplesmente para delimitar fronteiras não é o ponto principal da discussão entre as diferentes visões de projetos entre designers e publicitários. Mas certamente transformou-se em uma bandeira. O que é uma pena, pois cada vez mais é na aproximação e não do distanciamento destes profissionais que trabalhos inovadores estão surgindo em parcerias benéficas para ambas as partes
2. “Logomarca não existe, é coisa de brasileiro”
Outro argumento que surge vez ou outra, é de que “logomarca” é uma manifestação tipicamente brasileira, similar ao que acontece quando os pais juntam partes de seus nomes para dar nome ao filho.
No entanto, em pesquisas realizadas para o curso online de manuais de identidade visual da Design Total, consegui acesso a imagens de manuais americanos e europeus das décadas de 70 e 80. Em alguns deles aparecem os termos “logomark” e “logomarca”.
Não posso afirmar que este é um termo importado e nem que surgiu em paralelo aqui e no exterior. Mas o que chama a atenção nestes manuais americanos das décadas de 70 e 80 não é a presença desta palavra apenas, mas de uma variedade enorme de termos usados dar formas mais diversas.
Mark, brand, brandmark, logo, symbol, logotype, logomark, trademark, tradelogo e mais uma série de outras palavras aparecem sem significado único, com os mesmos termos sendo usados hora para designar símbolo, hora logotipo, hora assinatura.
O que isso nos mostra é que a imprecisão da terminologia usada no design de marcas não é questão restrita ao Brasil.
Por outro lado, há de se notar que os manuais do final da década de 90 em diante não apresentam mais essa parafernália de termos, e que não ocorrem mais equívocos ou dissonâncias quanto ao uso de symbol para sinal gráfico e logotype ou typeface para designar sinais tipográficos.
De alguma forma essa mudança nos mostra que houve neste intervalo de tempo algum consenso ou convenção no uso de termos e significados.
3. “Logomarca existe porque eu li num livro”
Dizer que “logomarca” existe e que seu uso é correto simplesmente porque alguém publicou um livro afirmando isso também não me parece um bom argumento.
Nossa profissão é muito jovem ainda e, com raras exceções, os pioneiros do design e muitos da segunda geração possuem formações diversas: artes plásticas, publicidade, arquitetura ou mesmo engenharia e direito.
É natural neste contexto que termos úteis ao dia-a-dia sejam cunhados e passados adiante no convívio profissional e na publicação de textos e artigos. Porém o problema aqui não é estético, entre o popular e o erudito de uma profissão em formação. O que preocupa verdadeiramente é o significado. Diferentes autores que defendem o uso de “logomarca”, independente de sua formação, atribuem ao termo significados diferentes. E isso pode trazer problemas.
Já vi autores e profissionais afirmando que logomarca significa o mesmo que símbolo. Teríamos então o logotipo (sinal tipográfico) e logomarca (sinal gráfico). Outros afirmam que logomarca é a junção de um símbolo (sinal gráfico) com o logotipo (sinal tipográfico).
Ou seja, a logomarca seria o mesmo que assinatura (termo já utilizado e sem significado dúbio). E outros ainda afirmam que logomarca é sinônimo de logotipo.
Na falta de uma terminologia oficial do design, cada autor escreve o que quer e o que acha, basicamente uma reprodução do que aprenderam, ou uma tentativa de validação da forma que sempre usaram estes termos… E não há nada de errado nisso! É neste processo que os termos vão sendo cunhados, adotados e consagrados. Mas isso também abre espaço para que qualquer um escreva qualquer coisa e, uma vez publicado em um livro, para um leitor incauto, a afirmação que em um primeiro momento é apenas uma visão pessoal, toma ares de verdade.
O problema porém é que, com diferentes significados, como eu posso ter certeza de que ao falar “logomarca” o meu interlocutor compreenderá exatamente o que eu disse?
Imagine o problema causado dentro de um escritório de design quando o chefe manda o funcionário aplicar urgentemente a logomarca do patrocinador no cartaz e mandar para gráfica o arquivo para impressão. E se a “logomarca” do funcionário não for a mesma “logomarca” do chefe, de quem é a culpa? Antes de dizer se logomarca existe ou não, e se o seu termos é correto ou não, qual o seu significado?
4. “Logomarca existe e está no dicionário
Outro ponto argumentado pelos defensores do termo quanto à sua validade é a presença de “logomarca” em diferentes dicionários. Neste ponto, temos que parar um pouco a discussão e trazer em conjunto um segundo argumento dos defensores do termo: o de que na língua portuguesa, quando um palavra nova é introduzida no cotidiano, ela passa a existir… E isso é verdade!
Não são os dicionários que dizem o que existe ou não, eles apenas funcionam como uma forma de validação do que já entrou no dia-a-dia do brasileiro. Portanto, felizmente ou infelizmente, “logomarca” existe, o que encerra este ponto da discussão, não porque o dicionário disse, mas porque está no cotidiano do brasileiro.
No entanto, o que não está encerrado é a discussão do seu significado.
Comparando os dicionários Michaelis, Aurélio, Houaiss e o da Academia Brasileira de Letras, encontramos os exatos mesmos problemas que vemos nos autores que defendem o uso do termo e seu uso no dia-a-dia: diferentes significados.
Cada dicionário dá um significado diferente, ou como símbolo, ou logotipo, ou como uma forma genérica para designar a forma visual de uma marca.
Ou seja, voltamos sempre à questão do que “logomarca” significa. E, para piorar, uma rápida leitura de “logotipo” no dicionário também mostrará as mesmas diferentes leituras; afinal no cotidiano do brasileiro logotipo também virou um termo genérico tanto para a forma gráfica quanto tipográfica de uma marca.
Poderíamos, enquanto profissionais, afirmar que no caso de “logotipo” alguns dos dicionários estão errados. Afinal de contas para quem trabalha com marcas, logotipo inequivocamente é um sinal tipográfico, não importa o que o dicionário diga, ou mesmo o que os leigos usem.
Novamente voltamos ao mesmo ponto. O que significa ou o que convencionaremos por “logomarca”, independente do que esteja no dicionário ou no dia-a-dia popular?
5. Termos leigos ou profissionais?
Quer queira, quer não, nossa profissão é ainda muito jovem. Na engenharia, medicina e direito, já houve o período de tempo necessário para a consolidação de termos e significados. Em alguns momentos, estas definições se deram provavelmente pela freqüência no seu uso de uma determinada forma dentro das academias, e em outros casos por convenção. Estas definições são estabelecidas e adotadas dentro de cada profissão. Não importa o seu uso popular ou o que digam os dicionários. E não há conflito.
Como leigos, podemos dizer OCULISTA enquanto o correto seria OFTALMO. Podemos perguntar a VOLTAGEM de uma tomada enquanto o correto seria TENSÃO. Em diferentes áreas existirá sempre uma diferença entre o uso popular e o profissional.
Para concluir
Talvez toda essa discussão não devesse focar em palavras que existem ou não, mas sim nos termos que queremos ou não queremos adotar. E que significados exatos estas palavras terão quando as adotarmos, independente do uso popular ou do que os dicionários ou diferentes autores possam dizer.
A definição de uma terminologia oficial no design, independente do seu uso popular, é mais uma fase no caminho do amadurecimento e reconhecimento de nossa profissão. E se esta terminologia incluir “logomarca”, que assim seja! Qual o problema?
Mas se e somente se houver um significado único claro para todos. Até lá, preferirei ficar com o que temos de definido e inequívoco: símbolo, logotipo, assinatura.
Fonte: Webinsider
Logotipo e design: Jornal Nacional (JN) renova visual aos 40 anos
O Jornal Nacional da noite de segunda-feira (31) não começou com o tradicional “boa noite”.

Sim, houve quebra de protocolo, mas não se tratou de descortesia. Foi quase uma licença devido às comemorações pelos 40 anos do principal jornal da Rede Globo. As mudanças visuais do estúdio de transmissão – uma rotina para o programa desde a época de Cid Moreira – foram sutis. Entre elas, a inclusão de um telão ao fundo da bancada, que irá mostrar animações de acordo com os assuntos tratados.
O globo terrestre, presente no cenário desde 2000, agora está em movimento para acompanhar sua matriz – no caso, o planeta Terra “que, afinal de contas, se move”, como salientou Bonner, agora mais interativo com sua parceira de bancada. Ainda no tema, as matérias internacionais ganharam vinhetas próprias, com animações no estilo Google Maps para localizar de onde o correspondente está falando.
Logotipo do Jornal Nacional também sofreu mudanças
Aproveitando a mudança gráfica, as vinhetas de abertura, bem como o logotipo do Jornal Nacional, também sofreram mudanças, incorporando tons de vermelho cromado sobre o azul esmaltado – esta, marca do designer oficial da casa, Hans Donner.
Depois da escala das notícias habituais, um bloco inteiro foi dedicado ao repórter Ernesto Paglia, o primeiro de uma série de profissionais decanos da casa que serão homenageado pelo JN. Ao final, o segundo “boa noite”, já sem delongas, mostrando que a notícia não pode esperar. Nem no dia do próprio aniversário.
Novo M@rketing
O mundo digital derruba todos os conceitos do marketing seguidos até hoje. Acompanhe as principais mudanças e não fique para trás
No início da década de 60, o marketing era definido como o desempenho das atividades de negócios que dirige o fluxo de bens e serviços do produtor ao consumidor. De lá para cá esse conceito sofreu diversas transformações. Veio a globalização, os novos meios de comunicação e as novas tecnologias causando um impacto relevante nos antigos modelos. E as mudanças continuaram cada vez mais rápidas — e não vão parar.
A internet e a conectividade mudam paradigmas, tirando o poder das marcas e entregando ao consumidor. Conceitos, problemas e soluções novas estão sendo criados. “As mudanças ocorreram mais rapidamente do que a própria academia pôde acompanhar. Já morei na China e nos Estados Unidos, mas essa minha experiência vale pouco para o meu trabalho. Hoje, 60% dos meus problemas são inéditos. Quem sabe como gerenciar uma crise no Twitter? A única saída é experimentar”, avalia Romeo Busarello, professor de marketing do Insper, novo nome do IBMEC São Paulo, e diretor de marketing da Tecnisa.
O norte-americano Philip Kotler, autor (juntamente com Kevin Keller) do livro Administração de Marketing, lançado em 1967 e que se tornou uma bíblia do marketing em todo o mundo, iniciou uma primeira revolução na literatura do marketing existente. Quando Kotler começou a bibliografia era basicamente descritiva. O guru trouxe foco à economia e à tomada de decisões, abordando o marketing sob o ponto de vista administrativo. Desenvolveu modelos de mercados e de comportamento de marketing ainda muito utilizados. Ampliou o domínio do marketing, quando percebeu que os objetos negociáveis no mercado iam além dos produtos e serviços, incluindo o marketing de pessoas, lugares, ideias, experiências e organizações. Criou a máxima “O cliente tem sempre razão”. Agora, caem por terra todos os modelos criados por ele.
Chegou a hora de mudar
“Antes, o profissional de marketing que pegava uma publicação e apertava a folha para saber a gramatura do papel entendia do negócio. Hoje, ele precisa ser mais digital do que analógico. Para perceber a diferença, basta ver como ele aperta o celular. Se for com o indicador ele é basicamente analógico, mas se usar o polegar é uma pessoa que sabe se relacionar com o mundo digital”, afirma Romeo Busarello, da Tecnisa.
Para Busarello, o consumidor está mais preparado do que as empresas. “No Brasil, você pode contar nos dedos as empresas que fazem ações digitais. Parte desse problema é que, apesar de não ser mais novidade, a internet ainda não foi incluída nas disciplinas fundamentais do marketing. As escolas ainda não estão preparadas para ensinar aos novos profissionais como fazer negócios utilizando o mundo digital”, diz. Ele acredita que as mudanças são mais rápidas do que as universidades e a literatura conseguem acompanhar. “As ferramentas digitais são tratadas hoje sem aprofundamento. É preciso ensinar como pensar em uma estratégia de comunicação em diversos meios, como medir resultados e utilizar a internet tecnicamente.”
Para acompanhar as demandas do mercado e dos consumidores, o profissional também precisa mudar — e rápido. “Não dá para esperar o que a academia vai indicar. É uma tarefa que demanda um esforço muito maior dos profissionais. É preciso ler muito, pesquisar e entender o que está acontecendo”, avalia Busarello.
O papel do novo profissional de marketing é descobrir quem são os clientes e o que eles valorizam em uma empresa. É preciso saber ouvir os consumidores. Segundo Kotler, uma das principais estratégias para conseguir as respostas é utilizar o monitoramento das redes sociais. Sites de relacionamento como Orkut e Facebook são termômetros para medir a avaliação das marcas. “O novo profissional de marketing, ou o antigo atento, tem que enxergar esse roadmap tecnológico, de hábitos e comportamentos e de profundas mudanças sociais”, lembra Hugo Janeba, da Vivo.
Nesse novo contexto, o profissional de marketing deixa de ser ator das estratégias e deve ouvir e entender o que os consumidores querem e esperam das marcas. “Ele precisa ser um consumidor 2.0 para conseguir ser um profissional 2.0”, explica Busarello. Andréia Vasconcelos, gerente de marketing da Motorola, concorda com esse conceito. “O profissional de marketing deve estar literalmente conectado, ser um usuário — goste ou não. Ele precisa saber como isso funciona, saber o que pode ou não ser apenas um modismo.” E complementa: “Depois de ser um usuário, ele precisa das informações técnicas, de como ter métricas, segmentação e efetividade”.
Para Vinicius Pan, gerente da marca Trident (da Cadbury) no Brasil, não existe mais espaço para o profissional de marketing excessivamente tradicional. “Como estamos vivendo em um tempo em que o avanço tecnológico é cada vez mais rápido, o profissional de marketing precisa participar dessas mudanças, do contrário ele ficará para trás”, afirma.
Atenção é a palavra-chave. Na opinião de Ana Theresa Borsari, da Peugeot, para o profissional transitar bem nesse ambiente de evolução tem de estar sempre atento. “As ferramentas mudam muito rapidamente, e o profissional precisa estar antenado, criar uma equipe especializada que lhe dê os subsídios necessários para avaliações mais precisas. Munido com os indicadores corretos é possível tomar decisões rápidas, mudar ações se for necessário, reforçá-las ou mantê-las”, diz.
Os gestores de marketing precisam mudar — e rápido. “Já vi profissionais de 36 anos apenas perderem o bonde da história”, lembra Busarello. Para Adriana Cambiaghi, da Robert Half, os gestores da indústria precisaram mudar o mind set, a velocidade em que adquirem informação. “Por ser um meio relativamente novo, é preciso conviver com a incerteza em relação a quanto se deve investir ou não nesse meio, porque ainda não existe histórico para embasar retorno sobre o investimento”, explica.
A internet também transformou os gestores de marketing em rápidos tomadores de decisão. “Não se pode demorar, pois o tempo implica mudança de tendência, mudança de estratégia”, avalia Adriana.Unilever: mudanças para continuar na frente
Babs Rangaiah, diretor global de comunicação e planejamento da Unilever, afirma que só as empresas que entenderem as "mudanças climáticas" provocadas pelas novas tecnologias sobreviverão na indústria da comunicação
Num mundo em que o tráfego nas redes sociais superou o dos sites de pornografia e em que o futuro reserva um protagonismo cada vez maior para a telinha dos celulares, a Unilever já colhe os frutos da aposta que fez há três anos de dar cada vez maior ênfase à comunicação digital.
O indiano Babs Rangaiah, diretor global de comunicação e planejamento da Unilever, contou esta tarde no último painel do ProXXIma como a multinacional vem posicionando suas marcas de acordo como "as mudanças climáticas" provocadas pela invasão das novas tecnologias no mundo da comunicação. A decisão em dar um novo rumo nas estratégias publicitárias da Unilever, contou Babs, foi para garantir a liderança por mais algumas gerações até que uma nova revolução ocorra. "Vejam o que ocorre com o mundo da música, dos jornais e com a Kodak. Todos deveriam ter promovidos mudanças em suas culturas antes do choque que sofreram em seus negócios", explicou Babs.
A palestra começou com um desafio. Babs pediu que a platéia medisse seu QI digital que ganharia um ponto a cada recurso já incorporado no dia a dia: perfil em rede social, uso de site de leilões, blogs, Twitter, P2P, SMS, Kindle, widgets, Wii entre outros. "As pessoas que não incorporarem esses hábitos logo serão vistas como obsoletas", avisa, destacando que o uso das novas ferramentas digitais fez toda a diferença na vitória de Barack Obama na última eleição americana. Babs comparou a evolução da propaganda à de homem que alardeia suas virtudes como amante. "Antes ele repetia a mensagem várias vezes até que as pessoas começassem a acreditar. Hoje a mensagem é levada mais a sério quando vem pela recomendação boca a boca", explicou referindo-se às redes sociais.
E para ilustrar o aprendizado das grandes corporações com as redes sociais Babs recorreu a um episódio envolvendo a Coca-Cola que não gostou de ver circular pela internet imagens de jovens colocando pastilhas Methos em seu tradicional refrigerante e se divertindo ao assistir os efeitos. "Enquanto o pessoal do Menthos adorou, o pessoal da Coca-Cola tentou recriminar e tudo que conseguiu foi ser alvo de chacota dos blogueiros", conta.
Num segundo momento, Babs disse que a empresa identificou comunidades com fãs de sua marca que colecionavam diversos objetos antigos relacionados a marca. "Foram convidados para Atlanta para conhecer a empresa. Depois disso passaram a pipocar novas comunidades de admiradores. Esse é o processo de aprendizado", contou. No caso da Unilever, ele conta que são 500 grupos interessados na marca Dove contando somente o Face Book.
Na evolução digital da Unilever, Babs aponta o Brasil como um dos países mais importantes no processo por ser dono do segundo maior orçamento para comunicação digital atrás apenas dos EUA. Nas redes sociais, nova medalha de prata, com a segunda maior média de horas semanais dedicadas às redes sociais, 6,3 por semana. "Se o século XX foi dos EUA, o XXI é de Brasil, Rússia, India e China", prevê. E para ilustrar a nova formatação na lógica de pensamento da empresa, Babs cita uma frase de Pelé: "Não devemos apenas estar onde a bola vai, mas precisamos saber onde ela estará no próximo lance".
Embalegem vende tanto quanto o próprio produto
Associação brasileira do setor premiou nesta quarta-feira, em São Paulo, os melhores projetos como a embalagem da Sadia para uma fatia de pizza e uma linha completa de produtos de higiene para crianças da Natura

Você vai ao supermercado com a lista de compras que alguém fez sem anotar marca, preço, tamanho ou qualquer outra coisa. Qual xampu pra cabelos secos você escolhe? Qual iogurte de morango? Qual garrafa de água mineral? Certamente, o primeiro impulso é pegar a embalagem com melhor apelo visual, maior número de informações úteis e com uma excelente conveniência na hora de usar (VEJA GALERIA DE FOTOS DE EMBALAGENS PREMIADAS).
Mais do que chamar a atenção do consumidor, é notório que um bom planejamento gráfico, um rótulo informativo e um formato inovador demonstram qualidade do produto e conferem credibilidade e seriedade à empresa.

Muitos fabricantes usam, muitas vezes, a embalagem como a única forma de promoção junto ao consumidor. “Hoje mais de 90% dos produtos no mercado não têm apoio de mídia. Ou seja, eles dependem basicamente da embalagem para serem vistos e comprados pelo consumidor”, afirma Luciana Pellegrino, diretora executiva da Associação Brasileira de Embalagem (Abre).
Luciana salienta também que o consumidor contemporâneo não dissocia o produto da embalagem. Mais do que um meio para ele usar o detergente líquido ou para transportar uma porção de ervilhas em conserva, a embalagem tornou-se parte da compra. Ou seja, eles preferem uma marca em detrimento da outra em razão da forma como o bem foi embalado. “No caso dos bens de consumo não duráveis, as pessoas olham produto e embalagem como um único componente em razão das facilidades que ele proporciona”, diz a diretora executiva da Abre.
VEJA GALERIA DE FOTOS DE EMBALAGENS PREMIADAS
Neste ano, um dos projetos premiados de destaque foi o da Pizza Hot Pocket, da Sadia. “Essa embalagem cumpre todas as funções: acondiciona adequadamente o produto, traz todas as informações no rótulo, inclusive em braile, identifica de que forma deve ser feita a reciclagem e apresenta um produto diferenciado.”
As empresas vencedoras no prêmio brasileiro ganham o direito de inscrever suas embalagens no World Star, prêmio mundial organizado pela World Packaging Organization (WPO), à qual a Abre é filiada. Nessa premiação, o Brasil tem se destacado: em média ganha mais de 12 troféus todo ano. Em 2008, os brasileiros foram o segundo país com mais embalagens premiadas. O primeiro foi a China. Agora é esperar e ver se o design brasileiro conseguirá superar o design do país que fabrica o maior número de bens de consumo do mundo.
Sai o primeiro censo digital
Associação Brasileira das Agências Digitais (Abradi) mede tamanho do mercado e aponta serviços mais praticados
Primeira promessa da Associação Brasileira das Agências Digitais (Abradi) - criada em março -, uma pesquisa que traça um panorama desse mercado no Brasil acaba de ser concluída. Executado pela Manzione Assessoria, o estudo foi feito por meio de questionário enviado às cem agências afiliadas à entidade e foi expandido nacionalmente cruzando dados do Índice Alpha, IBGE e Conselho Executivo das Normas-Padrão (Cenp). "Estamos vivendo um modelo de comunicação emergente que ainda não possui referências que reflitam o setor. Até agora tínhamos dados referentes à publicidade online e à tecnologia da informação, mas nada que desse uma base do mercado de agências", diz Cesar Paz, presidente da Abradi.
De acordo com os resultados, existem hoje no País 2.275 agências digitais - 58,1% delas estão instaladas na região Sudeste. Juntas, geram um faturamento perto de R$ 760 milhões ao ano e empregam 20.812 funcionários. "Nossa pesquisa se refere aos valores movimentados com serviços. Não foi levado em conta o volume de compra de mídia. Apenas com base nessa medição, a tendência é que o mercado.
Só para descontrair
Lições de Marketing
- Você vai numa festa, vê um mulherão do outro lado do salão, caminha até ela e diz: "Oi, eu sou ótimo de cama. Tá afim?" Este, é o MARKETING DIRETO.
- Você vai numa festa, vê um mulherão do outro lado do salão, dá um toque numa amiguinha sua, que vai até o mulherão e diz: "Oi, meu amiguinho ali é demais na cama. Tá a fim?" Isso é PUBLICIDADE.
- Você vai numa festa, vê um mulherão do outro lado do salão, dá um jeito de conseguir o número do celular da criatura, liga e fala: "Oi, eu sou ótimo de cama. Tá a fim?" Isso é o TELE-MARKETING.
- Você vai numa festa, vê um mulherão do outro lado do salão. Você a reconhece! Vai até ela, refresca sua memória, conta umas mentirinhas pra ela rir e aí tasca na direta: "Oi, eu sou ótimo de cama. Tá a fim?". Este é o GRC – GERENCIAMENTO DE RELAÇÕES COM O CLIENTE.
- Você vai numa festa, vê um mulherão do outro lado do salão. Você baixa a cintura da calça, bota um boné com a aba pra trás e vai até ela cantando e dançando a Dança da Motinha. Dá um sorriso de Tarcísio Meira, faz cara de Paulo Zulu, começa a conversa mole, elogiando a criatura, a mãe dela, o pé dela (a bunda dela, não, tá?), diz que sonhou a vida toda com ela, pergunta, cavalheiristicamente, se pode sentar-se ao lado dela e solta: "Oi. Eu sou ótimo de cama, tá a fim?". Esta é a ESTRATÉGIA AGRESSIVA DE VENDAS.
- Você vai numa festa, vê um mulherão do outro lado do salão, e… Imagine… ELA VEM ATÉ VOCÊ e diz: "Oi, gatão. Ouvi dizer que você é ótimo de cama. Tá a fim?" ESTE SIM É O PODER DA MARCA.